98 Telinha e seus gatinhos

no dia que eu me zangar
mato voce de carinho

Ze´ Limeira

27.8.07

então no meio desta gripe alguns neurônios voltaram a funcionar, para cumprir o turno dos que estão em estado de pamonha na palha.

e eu lembrei de um vestido lindo, cor de vinho, que eu comprei na chocolate há mais de dez anos (doze, talvez) para ir a uma formatura de uma amiga. achei o vestido, que é lindo, chique, carésimo e, óbvio, apertado. Para eu usar de novo, preciso jogar fora dez quilos. Não que seja impossível, não que eu não queira, mas tou com preguiça de fazer regime, de fazer exercício, de fazer qualquer coisa.

Tem o fato de que eu não o uso há oito anos.

Então fiquei olhando para ele e percebi, depois das minhas aulas intensivas com Trinny e Susannah, que ele não é o tipo de vestido que mais me favoreça. Aí penso em transformar o moço para finalmente poder voltar a usá-lo. E decido que ele vai virar uma linda blusinha para eu usar com minha jaquetinha jeans, uma echarpe que combina di-vi-na-men-te e uma calça preta.

Sendo que a única calça social preta que eu tenho tá, hm, justa demais.

Pelo visto, os neurônios que despertaram eram os do regime compulsório.

Preciso comprar uma calça preta social. De microfibra é melhor, que não amassa.

Agora que eu decidi, tou com pena de desfazer o vestido. Mas ah, preguiça. Dez quilos é tanto... e eu nem tenho onde ir com tanto chiquerê. E se eu tivesse ia querer usar roupa nova, com corte que hm, favoreça meu curvacious hourglass body.

Pq o vestido é como um camisetão, entende? Chique a vida toda, mas é uma regatona que esconde os quadris (iei) e some com a cintura (eu tenho, juro) e amassa a minha comissão de frente cem por cento silicone free.

Então, é hora de encarnar a Vanusa-fase-feminista (entreguei a idade total) e começar a cantar (com essa voz rouca e zexy)

hoje eu vou mudar
vasculhar minhas gavetas
jogar fora sentimentos
e ressentimentos tolos

parar de sofrer
por coisas tão pequeninas
deixar de ser menina
para seeeeeeeeer mulheeeeeeeeeeeeeeer


(e na minha cabeça, didi mocó canta "no corcovado, quem abre os braços sou eu! copacabana essa sumana o mar sou eu!")

socorro, os neurônios trash-anos-setenta acordaram e tão tomando o poder.

3 Comments:

Anonymous cecilia said...

eh um motim!!!

8:50 PM

 
Blogger leila said...

ei, é do belchior, o didi mocó cantava isso? eu até gosto em cada luz de mercurio vejo a luz do seu olhar

11:22 PM

 
Blogger Ana Paula said...

HUAHUAHUA!
Adorei os seus neurônios. Preciso acordar uns assim também por aqui, se é que eles ainda existem. Eu tenho "só" 4 quilos pra jogar fora, e também tou com preguiiiiça.
bjs

7:35 AM

 

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